RSS Santuário Santo Antônio Notícias de Santuário Santo Antônio Tue, 28 Jul 2026 03:33:04 -0300 Tue, 28 Jul 2026 03:33:04 -0300 Visaoi https://santuarioestrela.com.br/rss Quem está ouvindo Deus? Tue, 14 Jul 2026 16:15:24 -0300 https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1008/?quem-esta-ouvindo-deus.html https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1008/?quem-esta-ouvindo-deus.html Vivemos cercados de informações, notificações e preocupações que nem sempre nos ajudam a dedicar atenção ao que realmente importa. Nunca tivemos tanto acesso à informação como nos dias de hoje. No entanto, isso não significa que estejamos, de fato, ouvindo mais. Paradoxalmente, quanto mais informações recebemos, menos parecemos capazes de escutar. Somos constantemente bombardeados por vozes, opiniões e estímulos, mas perdemos a capacidade de fazer silêncio e acolher aquilo que verdadeiramente pode transformar a nossa vida.

O Evangelho do domingo, Jesus conta às multidões a Parábola do Semeador e, mais tarde, explica seu significado aos discípulos. A semente lançada é a Palavra de Deus, o próprio Cristo que continua a falar ao coração humano. Já os diferentes terrenos representam a forma como cada pessoa acolhe essa Palavra.

Á primeira vista, essa parábola parece tratar apenas da fé. No entanto, ela também revela um problema muito atual: um coração ocupado demais dificilmente consegue escutar Deus. Quando o excesso de informações, as preocupações constantes e a agitação do cotidiano dominam a nossa vida, corremos o risco de nos tornar como a terra à beira do caminho, o terreno pedregoso ou aquele cheio de espinhos. A Palavra é semeada, mas não encontra espaço para criar raízes, crescer e produzir frutos.

Cristo também nos faz perceber que o semeador age com extraordinária generosidade. Ele não calcula onde cada semente irá cair nem escolhe quais terrenos merecem recebê-la. Ele simplesmente semeia. Aos olhos humanos, essa atitude pode parecer um desperdício, pois lançar sementes entre pedras, espinhos ou à beira do caminho parece inútil. No entanto, é justamente assim que Deus age.

Nesta atitude do semeador está uma das grandes entrelinhas do Evangelho: Deus nunca economiza na sua graça. A aparente imprudência do semeador, na verdade, revela a abundância da misericórdia divina. A Palavra é oferecida a todos, sem distinção, porque Ele nunca desiste de alcançar o coração humano, mesmo quando este parece pouco disposto a acolhê-la.

Talvez por isso procuremos tantas explicações para a dificuldade de viver a fé. Buscamos métodos melhores, pregadores melhores, músicas melhores e experiências religiosas cada vez mais intensas, como se o problema estivesse somente na forma como a Palavra é anunciada.  No entanto, Jesus nos conduz a uma conclusão diferente. O problema não é a semente, mas o terreno que a recebe.

Por fim, vale a pena fazer a pergunta à qual o Evangelho parece nos conduzir: que tipo de terreno tenho sido?

]]>
De pecadores a colunas da Igreja Tue, 30 Jun 2026 10:27:08 -0300 https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1007/?de-pecadores-a-colunas-da-igreja.html https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1007/?de-pecadores-a-colunas-da-igreja.html Vivemos numa cultura do cancelamento. Basta um erro para que uma pessoa seja rapidamente julgada e reduzida ao pior momento da sua história. Parece que uma falha é suficiente para apagar tudo o que alguém foi ou poderia vir a ser. Numa sociedade assim, que condena com facilidade, vale a pena perguntar: é assim que Deus olha para as pessoas?

A Solenidade de São Pedro e São Paulo, celebrada no último domingo, nos oferece uma resposta surpreendente. As duas grandes colunas da Igreja não foram homens impecáveis, mas pessoas profundamente marcadas por suas fragilidades. Pedro negou Jesus; Paulo perseguiu os cristãos. Ainda assim, Deus confiou a eles a missão de levar adiante a obra começada por Cristo.

Pedro e Paulo não são santos porque nunca pecaram. Eles são santos porque não se permitiram permanecer no erro. Mesmo marcados pelo pecado, abriram espaço para que a graça de Deus transformasse suas vidas. A santidade não consiste em nunca cair, mas em nunca deixar de recomeçar quando Cristo nos chama novamente.

Nas entrelinhas desta solenidade descobrimos uma verdade que muda o nosso modo de olhar para a Igreja e para nós mesmos: Deus não escolhe os perfeitos para realizar a sua obra. Ele transforma pessoas frágeis em instrumentos da sua graça. A fragilidade humana, quando acolhe a ação de Deus, torna-se caminho de santidade.

Assim, percebemos que a lógica de Deus é muito diferente da lógica do mundo. Enquanto a cultura do cancelamento reduz uma pessoa ao seu pior erro, Deus enxerga aquilo que ela ainda pode se tornar pela força da sua graça. Por isso, quis edificar a Igreja a partir de pessoas falhas e frágeis. Não escolheu anjos, que cumpririam perfeitamente a missão recebida, mas homens e mulheres que carregam dores, dramas e frustrações e que, justamente por terem experimentado a misericórdia, pudessem anunciá-la ao mundo.

Aqui repousa o grande desafio que esta solenidade nos provoca: aprender a olhar para as pessoas, e para nós mesmos, como Deus olha. Enquanto nós, muitas vezes, enxergamos só os erros, Deus vê a possibilidade de um novo começo. Se Ele foi capaz de transformar um homem que negou o Cristo e outro que perseguiu seus seguidores, também pode transformar nossa história. Deus não desistiu de Pedro e Paulo e tantos santos ao longo da história, por que insistir na ideia de que um erro pode definir a vida de alguém?

Padre Érick

Pároco do Santuário Santo Antônio de Estrela/RS

 

]]>
Por que Jesus nos ensina a temer sem ter medo? Tue, 23 Jun 2026 14:58:51 -0300 https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1006/?por-que-jesus-nos-ensina-a-temer-sem-ter-medo.html https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1006/?por-que-jesus-nos-ensina-a-temer-sem-ter-medo.html O medo é um sentimento que nos acompanha em muitos momentos da vida. Quando crianças, temos medo do escuro; quando jovens, medo de ir mal em uma prova; quando adultos, medo de fracassar ou desapontar aqueles que amamos; e, na velhice, talvez surja o medo da morte. Em certa medida, o medo pode funcionar como um alerta, levando-nos a agir com mais prudência diante dos perigos. No entanto, quando ocupa espaço demais em nosso coração, ele também pode nos paralisar, impedindo-nos de avançar, decidir e confiar.

Justamente sobre este medo que paralisa, Jesus nos fala no Evangelho: “não tenhais medo!”. Ao mesmo tempo, Ele nos ensina a quem devemos temer. À primeira vista, essas palavras podem ser contraditórias, mas não são. Cristo está nos mostrando que existe uma diferença entre o medo e o temor.

 Podemos compreender o medo como a reação diante de algo que percebemos como uma ameaça. Ele nos leva a recuar, a nos proteger e, muitas vezes, nos afastar daquilo que consideramos perigoso. Por isso, Jesus afirma: “não tenhais medo dos homens”; “não tenhais medo daqueles que matam o corpo” e, simplesmente, “não tenhais medo”. O Senhor sabe que o medo pode dominar o coração humano e impedir que vivamos com confiança e liberdade.

O temor, porém, é diferente. Enquanto o medo nos afasta, o temor nos aproxima. Ele nasce não da percepção de uma ameaça, mas do reconhecimento da grandeza de Deus, de sua santidade e do seu amor. É justamente este temor que a Igreja reconhece como um dos dons do Espírito Santo.

Por isso, Jesus nos diz: “temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno”. Ele não apenas corrige os medos que tantas vezes dominam o coração humano, mas nos apresenta o santo temor: uma atitude de reverência que orienta nossos afetos para Deus, reconhecendo que somente Ele tem o poder sobre nossa vida, nossa alma e o nosso destino eterno.

E aqui está uma das grandes entrelinhas deste Evangelho: quem teme a Deus deixa de ser escravo dos medos terrenos. Quando Deus ocupa o lugar central da nossa vida, os demais medos perdem sua força. Eles podem continuar existindo, mas já não são capazes de governar as nossas decisões nem de determinar o rumo da nossa existência.

Talvez o desafio desta semana seja simples: identificar qual é o medo que mais tem governado o nosso coração. O medo da rejeição? Do fracasso? Da doença? Do futuro? Depois, apresentá-lo a Deus em oração e perguntar: "Senhor, estou sendo guiado por esse medo ou pela confiança em Ti?"

Padre Érick

Pároco do Santuário Santo Antônio de Estrela/RS

]]>
Trabalhadores para uma multidão cansada Tue, 16 Jun 2026 13:51:22 -0300 https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1005/?trabalhadores-para-uma-multidao-cansada.html https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1005/?trabalhadores-para-uma-multidao-cansada.html Talvez o grande mal do nosso tempo seja o cansaço. Não são poucos os que vivem cansados do trabalho, das responsabilidades diárias, das preocupações e até de esperar que alguma coisa possa mudar. Mas a fadiga mais grave é aquela que se instala no coração e enfraquece a esperança. No Evangelho de domingo, Cristo encontra uma multidão justamente assim: cansada e abatida. E talvez também nós, hoje, façamos parte dela.

O Evangelho nos apresenta Jesus que, ao ver as multidões cansadas e abatidas, sente compaixão delas. Os fariseus, ao contrário, fechavam os olhos diante do sofrimento, das preocupações e das necessidades do povo, deixando-o “como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9,36). O erro, porém, não estava apenas em fechar os olhos, mas também na maneira distorcida com que enxergavam a realidade. Os olhos dos fariseus já não conseguiam reconhecer pessoas necessitadas de cuidado; viam apenas os próprios interesses.

Os fariseus não olhavam com desprezo somente para o povo, mas, de modo ainda mais intenso, para o próprio Cristo. Seus ensinamentos e suas atitudes eram considerados blasfemos e contrários ao pensamento das autoridades da época. Cristo, porém, mesmo diante da oposição, não põe limites à sua bondade nem à sua maneira de cuidar. Ele continua abençoando, curando e fazendo o bem.

Aqui pode estar uma das grandes entrelinhas do Evangelho: duas ou mais pessoas podem olhar para a mesma realidade e enxergar coisas completamente diferentes. É o coração que determina, em grande parte, aquilo que os olhos serão capazes de encontrar.

Por isso, Jesus diz: “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” (Mt 9,37-38). Ao olhar para as multidões com compaixão, Jesus reconhece a urgência da missão. Contudo, antes de enviar os discípulos, ensina-os a rezar, mostrando que toda missão precisa nascer da comunhão com o dono da messe.

Assim, Jesus nos revela que a missão e, consequentemente, a Igreja não nascem apenas de projetos e planos bem elaborados, mas de um coração unido a Deus e de um olhar compassivo, capaz de enxergar as multidões que continuam cansadas e abatidas, necessitadas de pastores que as conduzam pelo caminho.

Estas palavras também se aplicam à nossa vida pessoal. Ao pronunciá-las, Cristo nos ensina que nem tudo depende de nós. Existem dimensões da vida e situações que ultrapassam nossas forças e somente a confiança em Deus pode nos sustentar.

O Evangelho também mostra que Jesus manda os discípulos rezarem por trabalhadores e, logo depois, transforma aqueles que rezavam nos trabalhadores pedidos. Ao enviá-los, não lhes concede um poder inferior; Cristo lhes comunica a mesma autoridade e missão. Por isso, quem reza, precisa estar preparado para ouvir e, muitas vezes, o próprio nome na resposta de Deus.

Jesus não chama apenas multidões e grupos; Ele chama pessoas. Não escolhe categorias sociais, mas pronuncia o nome de cada um. Assim, compreendemos que a missão não é confiada a uma multidão anônima, mas a pessoas concretas, com histórias, qualidades e limitações. E Ele continua chamando: padres, religiosas, catequistas, ministros da eucaristia, coroinhas, mães e pais, crianças, jovens e idosos. Quem percebe que foi chamado compreende que faz parte da Igreja e participa de sua missão.

Por fim, o Evangelho nos mostra que não podemos ser uma Igreja apenas de espectadores. Somos chamados a ser discípulos missionários: pessoas que não fecham os olhos diante das multidões cansadas, mas procuram contemplá-las com o olhar de Cristo; que cultivam a intimidade com Deus por meio da oração; e que se reconhecem chamadas a transformar o mundo segundo os valores do Reino de Deus.


Padre Érick
Pároco do Santuário Santo Antônio - Estrela/RS
]]>
A doença que só Deus pode curar Mon, 08 Jun 2026 21:33:45 -0300 https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1004/?a-doenca-que-so-deus-pode-curar.html https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1004/?a-doenca-que-so-deus-pode-curar.html Há doenças que aparecem nos exames; outras, no cansaço do corpo, na febre ou na dor. Mas, existe uma enfermidade mais profunda, que não se mede em laboratório e não se cura com remédios: é a doença de um coração fechado, de uma alma endurecida e de uma vida indiferente. Na linguagem da fé, essa doença se chama pecado.

Quando falamos em pecado, muitas vezes pensamos apenas em situações extremas, como é o caso dos escândalos ou dos erros que chocam a sociedade. No entanto, o pecado não se resume às quedas mais graves. Ele também aparece nas escolhas, nas omissões, na dureza com que tratamos os outros, na indiferença diante do sofrimento, na dificuldade de perdoar, na soberba de quem não admite precisar de Deus.

O Evangelho do 10º Domingo do Tempo Comum nos apresenta Jesus sentado à mesa com cobradores de impostos e pecadores. Para muitos, aquela cena era escandalosa. Os fariseus não conseguiam entender como um mestre poderia se sentar próximo de pessoas consideradas impuras por causa dos costumes religiosos e sociais da época. Para eles, a santidade exigia distância de determinadas pessoas. Porém, para Jesus, a santidade se manifesta como ato de misericórdia.

Cristo não se senta à mesa com os pecadores para aprovar seus erros. Ele não relativiza a moral da época e não desconsidera a necessidade de conversão. Mas ao se aproximar deles, revela que nenhuma vida está definitivamente perdida.

Aqui está uma das grandes entrelinhas do Evangelho: Jesus não alimenta a falsa moralidade de quem se julga justo; Ele não veio para validar a segurança dos que se acham bons; mas, resgatar aqueles que reconhecem necessitar da salvação.

Por isso, Jesus afirma: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9,12). Este versículo não é uma justificativa para permanecermos no pecado; é, antes, um convite para deixarmos as máscaras caírem. Diante de Deus, não precisamos sustentar aparências.

Os santos nos ensinam que, quanto mais alguém se aproxima de Deus, mais percebe suas falhas e pecados. Isso acontece porque a fé é como uma luz: quando entra em nossa alma, ilumina também aquilo que está adoecido e desordenado. Esta luz não revela nossas misérias para nos humilhar, mas para nos curar.

O pecado, portanto, não deve ser tratado como uma simples quebra de regras. É uma ferida na nossa relação com Deus, com a comunidade, com os outros e conosco mesmos. Essa ferida, quando não é curada, desorganiza nosso coração, enfraquece nossa vida fraterna e nos afasta daquilo que o Senhor deseja para nós.

O Evangelho nos dá esperança: Cristo não se afasta de quem reconhece sua miséria; ao contrário, Ele se aproxima. Este mesmo Cristo que se sentou à mesa dos pecadores continua sentando-se à volta da mesa da nossa vida para nos conceder perdão, conversão e vida nova.

Nesta semana, fica o desafio: reservar algum tempo de silêncio e examinar o próprio coração. Perguntar, com sinceridade: “Senhor, o que precisa ser curado em mim?”

Nas entrelinhas do Evangelho, descobriremos que a santidade não nasce da aparência de perfeição, mas da humildade de quem se reconhece pecador. E quem reconhece essa doença dentro de si, já deu o primeiro passo para ser curado por Cristo.


Padre Érick - Pároco do Santuário Santo Antônio - Estrela/RS

Sugestão de música: Sangue Redentor 

]]>
Nas Entrelinhas do Evangelho Mon, 08 Jun 2026 21:16:31 -0300 https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1003/?nas-entrelinhas-do-evangelho.html https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1003/?nas-entrelinhas-do-evangelho.html Toda semana, a Palavra de Deus é proclamada e refletida nas celebrações da comunidade.

Mas uma homilia de dez ou quinze minutos nem sempre permite explorar toda a riqueza de um tema, responder perguntas, aprofundar contextos ou desenvolver algumas intuições que surgem da própria meditação do Evangelho.

O Nas Entrelinhas do Evangelho nasce justamente para dar continuidade a essa reflexão.

A partir das homilias do fim de semana, serão produzidos conteúdos que aprofundam o tema anunciado, explorando aspectos bíblicos, espirituais e pastorais que ajudam a compreender melhor a Palavra de Deus e sua relação com a vida concreta.

O principal formato será um artigo semanal publicado no site da paróquia. A partir dele, surgirão também conteúdos adaptados para redes sociais, vídeos curtos e outros materiais que permitam levar a mesma mensagem a diferentes públicos.

Mais do que repetir a homilia, o projeto quer ampliar o diálogo iniciado no altar, ajudando cada pessoa a continuar refletindo, rezando e crescendo na fé ao longo da semana. Porque a Palavra de Deus não termina quando a missa acaba. Ela continua ecoando em nossa vida — muitas vezes, justamente nas entrelinhas.]]>
Peregrinação de Nossa Senhora Rosa Mística percorrerá comunidades, instituições e empresas Thu, 07 May 2026 18:49:31 -0300 https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1002/?peregrinacao-de-nossa-senhora-rosa-mistica-percorrera-comunidades-instituicoes-e-empresas.html https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1002/?peregrinacao-de-nossa-senhora-rosa-mistica-percorrera-comunidades-instituicoes-e-empresas.html Entre os dias 18 de maio e 03 de junho, acontecerá a Peregrinação de Nossa Senhora Rosa Mística

Tradicionalmente, a peregrinação ocorria no mês de julho, antecedendo a festa celebrada em agosto. Contudo, desde 2025, em razão das enchentes que marcaram profundamente nossa região, a programação passou por uma reorganização pastoral, sendo transferida para este período que antecede a Novena de Santo Antônio e a festa em honra às duas devoções.

 A peregrinação levará a imagem de Nossa Senhora a comunidades, instituições públicas, empresas e diversos espaços da cidade, proporcionando momentos de oração, devoção e encontro com a fé.

A peregrinação é um convite para que as famílias e comunidades se unam em torno da presença materna de Maria, renovando a esperança e fortalecendo a caminhada cristã. Em cada local visitado haverá um momento especial de espiritualidade, confiando à intercessão da Virgem Maria as intenções do povo, as necessidades da cidade, os enfermos, os trabalhadores e as famílias.

Sob o título de Rosa Mística, Nossa Senhora recorda ao povo de Deus o chamado à oração, à conversão e à confiança no amor do Senhor. A visita da imagem busca ser também um sinal de proximidade da Igreja junto às comunidades e ambientes da vida cotidiana.

Programação da Peregrinação

Roteiro da peregrinação

18 e 19 de maio: Instituições Públicas

20 de maio — 18h30: Missa na Comunidade São José | Hospital

21 de maio — 19h: Comunidade São José Operário | Imigrantes

22 de maio — 19h: Comunidade São Tiago Apóstolo | São Jacó

23 de maio — 19h: Comunidade Sagrada Família | Porongos

24 de maio — 19h: Comunidade São Francisco Xavier | Glória

25 de maio — 19h: Comunidade São João Batista | São João

26 de maio — 19h: Comunidade São Luís Gonzaga | São Luís

27 de maio — 19h: Comunidade São Pedro Apóstolo | Delfina

28 de maio — 19h: Comunidade Nossa Senhora dos Navegantes | Figueira

29 de maio — 19h: Comunidade São Pedro Canísio | Arroio do Ouro

30 de maio — 19h: Comunidade Santa Rita de Cássia | Santa Rita

01 de junho — 19h: Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora | Auxiliadora

01, 02 e 03 de junho: Empresas

O Santuário Santo Antônio convida toda a comunidade estrelense a participar deste itinerário de fé, acolhendo Maria como mãe e peregrina entre seu povo.

“Maria levantou-se e foi apressadamente…” (Lc 1,39)
Assim também, Nossa Senhora continua caminhando ao encontro de seus filhos, levando consolo, esperança e a presença de Cristo.

]]>
Diocese de Montenegro abre inscrições para Formação em Doutrina Social da Igreja Wed, 11 Mar 2026 08:41:55 -0300 https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1001/?diocese-de-montenegro-abre-inscricoes-para-formacao-em-doutrina-social-da-igreja.html https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1001/?diocese-de-montenegro-abre-inscricoes-para-formacao-em-doutrina-social-da-igreja.html Em um mundo que clama por justiça, solidariedade e valores éticos, a Diocese de Montenegro convida todos os cristãos leigos e leigas para uma jornada de conhecimento e fé. Estão abertas as inscrições para o curso de formação sobre a Doutrina Social da Igreja (DSI), uma oportunidade única para compreender profundamente o papel da Igreja no contexto social atual.

Por que participar?

A formação busca capacitar os fiéis a lerem a realidade social à luz do Evangelho. Ao longo de 10 aulas, os participantes mergulharão em temas fundamentais, desde a dignidade da pessoa humana até questões contemporâneas como a ecologia integral e o bem comum.

O que você vai aprender?

O cronograma de estudos é abrangente e aborda temas essenciais para a vivência cristã na sociedade:

  • Histórico, princípios e fundamentos bíblicos da DSI.
  • Trabalho humano e a questão social.
  • Ecologia Integral e a destinação universal dos bens.
  • Política, ideologia e a construção do bem comum.
  • A Pastoral Social na prática dentro da nossa Diocese.

Informações Práticas

O curso será realizado às terças-feiras, das 19h30 às 22h. O investimento é de R$ 100,00, com direito a certificado ao final da formação.

Onde acontecerá?
Para facilitar o acesso, a formação será dividida em três núcleos:

  1. Núcleo 1 (Montenegro, Capela de Santana, Pareci Novo): Na Cúria Diocesana.
  2. Núcleo 2 (Estrela e região): Na Paróquia Nossa Senhora do Rosário (Bairro Canabarro, Teutônia).
  3. Núcleo 3 (Bom Princípio e região): No Seminário de Bom Princípio.

Como se inscrever?

As inscrições estão abertas de 18 de fevereiro a 27 de março. Você pode garantir sua vaga de duas formas:

  • Presencialmente: Nas secretarias paroquiais.
  • Online: Através do link de inscrição (disponível via QR Code no cartaz oficial).
]]>
Do zero ao palco do encontrão: CLJ da Diocese de Montenegro lança Curso de Folclore Tue, 10 Mar 2026 15:58:19 -0300 https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1000/?do-zero-ao-palco-do-encontrao-clj-da-diocese-de-montenegro-lanca-curso-de-folclore.html https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/1000/?do-zero-ao-palco-do-encontrao-clj-da-diocese-de-montenegro-lanca-curso-de-folclore.html A música sempre foi um pilar fundamental na caminhada do Curso de Liderança Juvenil (CLJ). Pensando nisso, a coordenação diocesana elegeu como grande projeto neste ano o incentivo ao folclore através da formação de novos músicos. O objetivo é claro: fazer com que cada vez mais jovens aprendam a tocar violão e se envolvam ativamente na liturgia e nas atividades dos grupos paroquiais.

O Curso de Folclore foi desenhado para ser acessível e prático. As aulas ocorrerão de 4 de abril a 4 de julho, de forma totalmente online, para que o jovem possa praticar em casa, mas recebendo o apoio daqueles que já dominam o instrumento – os monitores do curso.

Para que ninguém fique de fora, o curso contará com duas modalidades de inscrição. A primeira é destinada aos cursistas, aqueles que não tem experiência e querem começar do zero. A segunda é voltada para os monitores, aqueles que já tocam e desejam ajudar os novos aprendizes durante a jornada.

O Curso de Folclore, promovido pelo CLJ da Diocese de Montenegro, será organizado da seguinte forma:

  • Estrutura: três módulos, abrangendo 14 músicas do folclore, além da uma aula bônus para quem completar toda jornada.
  • Metodologia: cada aula é dividida em dois momentos: uma parte explicativa (acorde e ritmos) e outra parte de treino prático acompanhado pelos professores.
  • Cronograma: todo os sábados serão disponibilizados dois vídeos para o estudo dos alunos.

A conclusão dessa jornada musical promete ser especial. No dia 12 de julho, durante o Encontrão Diocesano, todos os cursistas e monitores subirão ao palco para formar um grande folclore conjunto.

E para dar aquele "empurrãozinho" extra na dedicação, haverá o sorteio de três violões no evento:

  • Um para um cursista que concluiu o curso.
  • Um para um monitor engajado.
  • Um para qualquer participante que esteja no Encontrão com seu violão em mãos, tocando junto!

Assista ao vídeo de divulgação: acesse aqui.

Ficou interessado? Quer saber como se inscrever? As inscrições serão abertas e divulgadas durante o mês de março, por meio do perfil oficial no Instagram: @cljdiocesemontenegro.

]]>
Peregrinação reúne toda Diocese em grande celebração do Ano Santo Tue, 26 Mar 2024 14:47:14 -0300 https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/3/?peregrinacao-reune-toda-diocese-em-grande-celebracao-do-ano-santo.html https://santuarioestrela.com.br/noticia/visualizar/id/3/?peregrinacao-reune-toda-diocese-em-grande-celebracao-do-ano-santo.html Passava das 13h deste sábado, 06 de setembro, o Parque Centenário em Montenegro começava a ser rodeado de ônibus de todos os cantos da Diocese de Montenegro. Era o povo das 30 paróquias que chegavam para a concentração que antecedeu a grande peregrinação, o evento alto do Jubileu da Esperança na Diocese. A data foi escolhida por também marcar os 17 anos de criação da Diocese de Montenegro. Jéssica Oliveira, da Paróquia Santo Antônio de Vendinha, em Montenegro, mal conseguia segurar a euforia dos filhos e do sobrinho. “Viemos com toda a família, umas dez pessoas. Os mais velhos ficaram na Catedral, aguardando a missa. Somos da Pastoral dos Coroinhas e da Pastoral Social. Participamos do Jubileu das Pastorais Sociais e não poderíamos perder esta peregrinação”, contou.

Como bem lembrou Jéssica, esta não foi a primeira celebração alusiva ao Ano Santo na Diocese. No entanto, esta peregrinação foi pensada para realmente movimentar toda a Diocese, de paróquias a pequenas comunidades, de movimentos a pastorais. E, além do aniversário da Diocese, este também foi o Jubileu dos Jovens. Eram eles que animavam do alto de um caminhão de som as pessoas que chegavam. A turma de amigas do CLJ de São Pedro da Serra atendeu o chamado da gurizada do caminhão e caprichou nas danças, muito bem coreografadas. Milena Alflen, Lara Roocks, Gabriela Schneider, Eduarda Simon e Laura Bender, todas com 12 anos, curtiam o aquecimento, mal se conseguia falar com elas. “Não ensaiamos nada, vamos imitando a coreografia e vai saindo”, disse Eduarda.

A concentração no Parque Centenário de Montenegro também era marcada por reencontros. Reunindo todo o clero diocesano, eram muitas as senhoras, casais, jovens e até crianças que abraçavam e matavam a saudade daquele padre querido que passou por sua comunidade. Só quem não estava no meio da agitação era Janice da Silva e sua família, com marido e filhos, uma menina de sete e outros dois garotos, um de 18 e outro de 12. É que Gustavo, de 12, está com o pé quebrado. “Eu caí e quebrei, mas vamos participar da peregrinação”, disse, enquanto descansava e segurava as muletas. A mãe conta que o filho está na catequese na Paróquia Catedral São João Batista. Para ela, é muito especial participar deste momento em família.

Mais de 4 mil pessoas na caminhada

Pontualmente às 15h, do alto do carro de som, o padre Jonas Gomes, coordenador Diocesano de Pastoral, pediu que o povo abrisse espaço para benção do bispo diocesano, D. Carlos Romulo. Com o clero perfilado e diante da cruz e da imagem peregrina de São João Batista, o bispo proferiu a bênção e iniciou a peregrinação. Foi só quando o povo começou a se movimentar que se teve a ideia do mar de gente. As estimativas dos organizadores é de que mais de 4 mil pessoas tenham participado dos pouco mais de dois quilômetros de caminhada.

Do Parque Centenário, cantando e rezando, os peregrinos atravessaram o centro de Montenegro até chegarem na Catedral Diocesana. Dona Olívia Steffler, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, de Teutônia, do alto de seus 64 anos, esbanjava uma alegria e vitalidade juvenil. “Isto aqui é muito bonito! Todo católico tem que demonstrar sua fé e estamos fazendo isso aqui. O Papa Francisco não nos chamou para um Ano Santo? Temos que participar, fazer isso aqui mesmo”, disse, enquanto caminhava.

Passava pouco das 16h quando a peregrinação alcançava a última quadra antes de chegar a Catedral, a ladeira da rua Olavo Bilac. Mas, o povo não manifestava o cansaço. Além do mais, ali já se ouvia a banda Banda Sinais, vinda do município de Portão para animar este dia.

"Nós também éramos multidão", destaca Dom  Carlos

A missa solene foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Carlos Romulo, e concelebrada por todo o clero e o bispo emérito, Dom Paulo De Conto. Em sua homilia, ao comentar o Evangelho deste domingo (Lc. 14,25-33), Dom Carlos lembrou que a primeira imagem da narrativa é da multidão que acompanhava Jesus. “Nós também éramos uma multidão nesta tarde de sábado, cruzando a cidade e anunciando a Boa Nova”, comparou.

O bispo ainda lembrou que seguir Jesus é amar mais e melhor para que possamos melhor fazer a evangelização e experienciarmos uma vida em comunidade. “O Papa Francisco nos deixou o lema ‘a esperança não nos decepciona’ e é por isso que colocamos a esperança em Nosso Senhor”, pontuou. D. Carlos, também ao lembrar que a Diocese vivencia o Jubileu dos Jovens, destacou que o Papa Leão XIV canonizará amanhã dois jovens: Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati, tornando-os os primeiros santos do seu pontificado dois jovens que viveram intensamente o Segmento de Cristo. Para D. Carlos, sinais claros de renovação de esperanças.

Mais do que uma mensagem aos jovens, a canonização de amanhã é prova de que os jovens vivem a sua fé como comunidade de fé na Igreja. Na peregrinação da Diocese de Montenegro, eles estavam no carro de som, na comissão organizadora, no ministério da música, registrando cada momento na Pastoral da Comunicação e também na equipe de Liturgia. O jovem Pedro Elias Morale Scotá, com só 13 anos, subiu ao ambão para ler as preces com a segurança de um veterano. “Eu, sempre que posso, participo da Liturgia na minha comunidade, em São Pedro da Serra. É bom participar,  fazer as coisas certas e ajudar a comunidade”, disse.

Pedro, talvez o mais jovem que subiu no presbitério da Catedral São João Batista na missa solene deste sábado, é um sinal. Um sinal de esperança, da fé que se renova em cada jovem que é chamado a assumir seu lugar na comunidade de fé, no seguimento de Cristo. E sendo eles mesmos. Assim que a missa encerrou, o CLJ formou um corredor que levou todos para frente da Catedral para, com esta alegria juvenil que contagiava todo mundo, curtir o show musical que foi até por volta das 18h30min. O dia encerrou com a benção de envio de D. Carlos, mas que também foi um convite a seguirmos como peregrinos de esperanças, como jovens que sonham e acreditam no amanhã.

]]>